ArteTerapia com idosos


As produções artísticas são projecções internas e manifestações pessoais, permitindo que o indivíduo se expresse de forma mais espontânea, originando um novo sentido da sua própria vida. A arteterapia, ao trabalhar com o processo criativo, pode ser um caminho revelador e inspirador que ajuda a entrar em contacto com a possibilidade de acreditar, desafiar, reconstruir, criar e expressar as emoções, sentimentos e imagens.

A Arteterapia pretende valorizar a singularidade do sujeito sem perder de vista o colectivo, utilizando a arte, que é um caminho de expressão, de comunicação e síntese da experiência pessoal da pessoa. Representando conteúdos inconscientes e conscientes, integra aspectos afectivos e cognitivos de saúde e doença, sendo benéfica para ampliar a compreensão do ser humano.

As actividades artísticas permitem que a pessoa simbolize as suas percepções sobre o mundo, sobretudo quando não consegue expressar-se verbalmente ou através da linguagem escrita. Através da arteterapia é possível trabalhar outras linguagens não-verbais, como a sonora, a corporal e a plástica, estimulando também a audição, a visão, as funções motoras e cognitivas.

A arteterapia pode ser um ótimo instrumento de trabalho com idosos, pois pelo seu aspeto lúdico proporciona às pessoas que estão nesta fase da vida, expressar os seus sentimentos, emoções, medos e angústias, em relação ao seu processo de envelhecimento.

Através da arte, o idoso pode resgatar situações de vida que não foram devidamente elaboradas, e a partir dos recursos artísticos e expressivos, pode configurar tais situações e elaborá-las e integrá-las na sua consciência. 

Fazer e vivenciar a arte promove relaxamento, redução do nível da ansiedade, inquietude, impaciência e angústia - que é normal no indivíduo idoso. É uma oportunidade de ser escutado, de receber atenção, que em muitos casos é o que muitos idosos precisam. É também uma forma de lazer,onde o idoso preenche o tempo de forma prazerosa. Recuperam a sua auto-estima, pois são capazes de pintar, desenhar, modelar...

Através da arteterapia, a produção plástica facilita a abertura de canais de comunicação, de percepção e de sensibilidade, proporcionando ao idoso uma melhor aceitação de si e da sua realidade.

Doença de Alzheimer – 10 perguntas e respostas

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1. O que é o Alzheimer?

- Uma doença neuro-degenerativa que se agrava com o tempo também conhecida como demência ou perda de funções cognitivas( memória, orientação, linguagem, atenção) causada pela morte das células cerebrais. Quando diagnosticada no início é possível retardar o seu avanço e ter um controlo melhor sobre os sintomas.

2. Qual a diferença entre Demência e a loucura?

- A loucura, segundo a psicologia é uma condição da mente que está relacionada a doenças psiquiátricas como a esquizofrenia, psicose, transtornos psicóticos. As alterações de pensamento como delírios, novas realidades como a pessoa dizer que é Deus ou outra pessoa, de percepções como as alucinações sejam visuais ou aditivas.
- A demência é a perda das funções cerebrais como memória e raciocínio. Faz com que a pessoa fique confusa podendo não se lembrar de nomes, pessoas, podendo ocorrer também alterações de personalidade e convívio social. Provocam alteração da memória de curto prazo (refere-se ao que a pessoa fez nos último dias ou horas) ou longa duração (diz respeito às aprendizagens, as lembranças de infância e dos últimos anos) esses fatores estão associados ao raciocínio, capacidade de calcular, escrever.

3. Qual a causa da Doença de Alzheimer (DA)?

- Infelizmente não se conhece bem a causa, geralmente costuma atingir pessoas com idade mais avançada, mas pode desenvolver-se precocemente, por volta dos 50 anos. As pesquisas continuam.

4. Como identificar os sintomas da DA?

Perda de memória;
Dificuldade de atenção;
Problemas de linguagem;
Dificuldade nas funções motoras;
As habilidades como: paneamento, organização, observação e resolução de problemas ficam comprometidas;
Apatia;
Depressão;
Distúrbios do sono podendo apresentar dificuldades em dormir;
Ansiedade;
Alteração de apetite.(podendo esquecer as principais refeições);
Irritabilidade/agitação/agressividade;
Delírios e alucinações;
Imitação ou o comportamento infantil;
Descuido com a aparência e higiene pessoal;
Dificuldade em se vestir
5. Existe cura para a doença?
- As pesquisas continuam mas ainda não foi encontrada a cura. O tratamento ajuda a minimizar os sintomas causados pela doença. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença será mais fácil ter controlo sobre ela.

6. Quais os exames que podem ser pedidos para diagnosticar a DA?
- Geralmente os exames variam de caso para caso. Estes são solicitados de acordo com a avaliação clínica do indivíduo. Os exames mais solicitados são:
Exames laboratoriais: hemograma completo, sódio, potássio, ureia, creatinina, vitamina B12, dosagem das hormonas da tiróide, fígado.
Exames de imagem: tomografia computorizada, ressonância magnética, eletroencefalograma, Spect.

7. Como se prevenir?

- Os médicos recomendam manter a mente ativa, uma boa vida social, ter hábitos saudáveis. Pode-se estimular a memória lendo constantemente, por exemplo intercalando os tipos de leitura: história, literatura, reflexiva. Os jogos de concentração ajudam muito e divertem também, além da convivência com grupos de pessoas para troca de experiências.

8. Existe uma alimentação específica para a Doença de Alzheimer?
- Não existe uma dieta restritiva . O que se indica é uma alimentação saudável, consumo de nutrientes para preservar os neurónios e alimentos antioxidantes que combatem os radicais livres.

9. O que fazer para lidar com a agressividade?

- Tentar identificar os fatores do ambiente que podem estar a causar a agressividade e minimizá-los. Algumas situações que podem colaborar com a irritabilidade: ruídos excessivos, ambiente onde as pessoas falam muito alto ou gritam. O importante é manter a tranquilidade, calma.

10. Ter esquecimentos significa estar com Alzheimer?

- Não. Lembre-se sempre que a DA tem como caraterística a perda de memória, dificuldade com a fala ocorrendo repetição da mesma pergunta ou ideia, dificuldades nos movimentos, entre outros fatores.

Fonte: http://www.aterceiraidade.com/vivendo-com-saude/doenca-dealzheimer-perguntas-respostas/

Música traz benefícios físicos e mentais para a saúde dos idosos


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No cérebro, a música age estimulando regiões ligadas à concentração, processamento de informações e produção de sentido. Isto porque, os estímulos sonoros agem nas áreas temporais do cérebro e que são incumbidas pela descodificação do comportamento musical.

A musicoterapia trata-se de uma especialização cientifica em que se utilizam a melodia, ritmo e outros elementos musicais para fins terapêuticos a fim de estimular reações no corpo para recuperar o paciente de determinada doença.

A música, dependendo do ritmo, influencia a respiração que fica mais branda ou mais ofegante, podendo influenciar ainda no batimento cardíaco por causa da pressão sanguínea que fica mais forte ou menos intensa. Prevenindo, desta forma, doenças cardíacas. Ao aumentar a pressão sanguínea atua na melhoria do sistema imunológico, no sistema endócrino, nos órgãos dos sentidos e na coordenação motora, ajudando ainda na prevenção e no tratamento de diferentes doenças físicas e mentais e, inclusive, no tratamento do stresse.



Principais benefícios da musicoterapia:

- Ajuda no relacionamento entre pessoas;
- Atua no desenvolvimento da inteligência espacial, melhorando as habilidades matemáticas;
- Aumenta a concentração e raciocínio lógico;
- Dependendo do ritmo eleva ou diminui a energia muscular;
- Ajuda no tratamento de problemas respiratórios;
- Reduz a fadiga no dia a dia;
- Aumenta as atividades psicomotoras;
- Ajuda no tratamento de hipertensos;
- Previne doenças cardiovasculares.

Problemas alimentares na doença de Alzheimer: o que fazer quando o paciente não quer comer?

Como melhorar a situação de um paciente que não quer comer???





- Incentive algum exercício antes da refeição

O exercício pode fazer a pessoa sentir fome. Pessoas com Alzheimer podem fazer exercícios.

É relevante lembrar que: um “simples” banho já pode ser uma atividade motora para o paciente, uma forma de gastar energia e ajudar a sentir fome.

- Monitorize a interferência das medicações.

Alguns medicamentos interferem com o apetite. Leia sobre os efeitos colaterais dos medicamentos que o paciente está a tomar. Discuta com o médico a falta de interesse em comer, pois a partir disto o profissional pode precisar alterar a medicação.

- Aplique-se no cardápio do paciente.

Qualquer pessoa se sente estimulada a comer quando está diante dos seus sabores preferidos. Sendo assim, o seu conhecimento sobre as necessidades nutricionais e sobre os “pratos preferidos” pode ser uma combinação perfeita.

Um Nutricionista é essencial para saber se o que o paciente está a comer é suficiente ou se ele precisa de algum complemento alimentar.

- Fique atento a quem está a dar a refeição.

Observe se paciente com Alzheimer não gosta da pessoa que o está a alimentar (ou está numa fase difícil com esta pessoa – o que pode acontecer), pois a recusa em se alimentar pode não ter relação com o alimento, mas com quem o está a oferecer. Se for preciso, tente uma pessoa diferente para oferecer a alimentação!

- Reduza distrações no ambiente em que ocorrem as refeições.

Preste atenção se o processo de alimentar o paciente não está a ser prejudicado por distrações nesse contexto. Uma TV ligada, uma conversa paralela ou uma pessoa que está por perto pode ser o motivo de distração. Lembre-se que o que para si pode não ser uma distração, para a pessoa com Alzheimer pode ser!

- Evite os alimentos muito quentes ou muito frios, uma vez que podem ser desagradáveis.

É sempre necessário verificar a temperatura dos alimentos e tentar fazer a relação entre esta e a recusa de comer.

- Alimentar o paciente com estímulos associados.

Tente dar ao paciente pequenas colheradas e enquanto isso, cante com ele, faça perguntas, crie um momento de diversão que pode ajudar na hora da alimentação. Leve a pessoa a sorrir ou a falar para que a boca se abra e você possa aproveitar e colocar um pouco de comida na boca. Claro que precisamos de delicadeza enquanto fazemos isso, lembre-se que isso é uma ajuda para introduzir o alimento, não é para forçar o paciente a comer e criar uma situação de stresse.

- Use utensílios adaptados.

Pode ser que precise usar talheres menores, copos com alças e outros utensílios adaptados. Um terapeuta ocupacional pode ajudar a definir o que é necessário a partir de uma avaliação do processo de alimentação.

- Monitorize a mastigação e a deglutição.

A mastigação e a deglutição podem ser afetadas ao longo da progressão da doença de Alzheimer. Pode ser necessário dar instruções sobre quando mastigar e quando engolir.

Fonte: http://www.reab.me/problemas-alimentares-na-doenca-de-alzheimer-o-que-fazer-quando-o-paciente-nao-quer-comer/

Diagnosticar a Demência




 

Sinais de Alerta

Perda de memória que afeta o funcionamento diário


É normal, de vez em quando, esquecer-se de um compromisso ou de um número de telefone de um amigo e, depois lembrar-se deles mais tarde. A pessoa com Demência pode esquecer-se das coisas com maior frequência ou simplesmente não se lembrar delas.

Dificuldade em executar tarefas familiares

É normal uma pessoa distrair-se, de vez em quando, e esquecer-se de servir parte da refeição. A pessoa com Demência pode ter dificuldades na execução dos passos que envolvem a preparação de uma refeição.

Perda da noção do tempo e desorientação

É normal esquecer-se, por momentos, do dia da semana em que se encontra. A pessoa com Demência pode apresentar dificuldade em encontrar o caminho para um local familiar ou sentir-se confusa em relação ao sítio onde está.

Problemas de linguagem


Todas as pessoas têm dificuldade, de vez em quando, em encontrar a palavra certa, mas a pessoa com Demência pode esquecer-se de palavras simples ou utilizar palavras desadequadas, tornando, deste modo, as suas frases difíceis de entender.

Dificuldades no pensamento abstrato
Gerir as contas mensais pode ser difícil para qualquer pessoa, mas a pessoa com Demência pode ter dificuldade em entender o que os números significam.

Discernimento fraco ou diminuído

A pessoa com Demência pode ter dificuldades, enquanto conduz, em ter a noção da distância ou decidir que direção tomar.

Trocar o lugar das coisas

Qualquer pessoa pode esquecer-se, temporariamente, do sítio em que colocou a carteira ou as chaves. A pessoa com Demência pode colocar as coisas em lugares inapropriados.

Alterações de personalidade e comportamento

Qualquer pessoa pode, por vezes, sentir-se triste ou mal-humorada. A pessoa com demência pode apresentar alterações súbitas de humor, sem razão aparente para tal e tornar-se confusa, desconfiada e isolada.

Perda de iniciativa

É normal cansarmo-nos de algumas atividades. Contudo, a Demência pode fazer com que a pessoa perca o interesse em atividades que anteriormente apreciava.



Lembre-se que:

Existem muitas situações médicas que manifestam sintomas semelhantes aos da Demência, por isso não assuma que alguém tem esta doença apenas porque apresenta alguns sintomas. Enfartes, depressão, alcoolismo, infeções, perturbações hormonais, carências nutricionais e tumores cerebrais, podem causar sintomas semelhantes aos da Demência, sendo que a maioria destas situações pode ser tratada.



http://alzheimerportugal.org/



7 dicas para reduzir o risco de desenvolver Demência:



Lembre-se do seu Cérebro – mantenha o cérebro ativo
Lembre-se do seu corpo – pratique exercício físico
Lembre-se da sua saúde – faça check-ups regularmente
Lembre-se da sua vida social – participe em atividades sociais
Lembre-se dos seus hábitos – não fume, beba com moderação e durma bem
Lembre-se da sua cabeça – proteja a sua cabeça de lesões







https://www.facebook.com/alzheimerportugal.org?fref=photo

Agitação e Agressividade – Aprender a reconhecer


Representando a agitação e a agressividade duas fases diferentes do comportamento agressivo, é fundamental conhecer todas as etapas deste processo.

*      Fase inicial: Há elevação do tom de voz, ameaças inespecíficas, exigências persistentes de atenção ou inaceitáveis e que não cedem à argumentação. Esta é uma fase inicial da agitação.
*      Fase Motora: É uma fase mais avançada da agitação. Há hiperatividade, movimento contínuo, repetitivo; aceleração da respiração, aumento da tensão muscular visível nos punhos cerrados e início de contacto ameaçador com outras pessoas.
*      Fase de Danos: É o início da agressividade propriamente dita, com projeção da raiva e da ansiedade para objetos. Pode aqui haver destruição de objetos, que são atirados ao chão ou pontapeados.

*      Fase de Ataque: É a fase mais severa e perigosa do comportamento agressivo. A pessoa projeta para si ou para os outros ao seu redor a sua fúria. Poderá magoar-se a si mesma, ou outras pessoas.

Sugestões para lidar com um idoso agressivo verbalmente


*      Evitar contra-atacar para não provocar ainda mais agressividade;
*      Uma abordagem sábia envolve ajudar a pessoa agressiva a se sentir compreendida e encorajá-la a acalmar e discutir a situação usando a razão;
*      Entretanto, não é sábio no meio do calor da discussão dizer: “Fique calmo/a e discuta o assunto de forma razoável!”;
*      Ouvir a pessoa. Não a interromper nem tentar provar seu ponto de vista. Exprimir gestos faciais e sons vocais que indicam uma escuta atenta;
*      Manter um olhar firme, demonstrando pela expressão facial que está atento/a;
*      Manter o tom de voz baixo. Nunca levantar a voz. Pelo contrário, torna-lo até mais baixo do que o seu normal. Isto talvez faça o/a interlocutor/a baixar a voz também, pois comportamento gera comportamento;
*      Parafrasear e resumir o que a pessoa diz. “Deixa-me ver se estou a compreender o que você está a dizer. Você disse que (explique) …. Foi isso?”
*      Não argumentar. Argumentar significa procurar os pontos fracos do discurso da pessoa e então começar a rebater as afirmações dela, interrompendo o que ela está a dizer;
*      Analisar o que se pode concordar. No meio de um ataque que deve conter interpretações erradas, tentar encontrar coisas que a pessoa tenha razão e falar disto, demostrando que pode entender que se tivesse no lugar dela, talvez sentisse o mesmo.
*      Enfatizar os sentimentos da pessoa, dizendo: “Posso imaginar como você se sente. Já vivi uma situação parecida e também fiquei chateado/a!”
*      Perguntar: O que acha que poderia ajudar nesta situação? A forte raiva impede de pensar e dizer o que pode ser feito para melhorar a situação. Pedir sugestões de como melhorar. Isso pode começar a mudar o rumo da explosão para se encontrar soluções.

*      Colocar as suas sugestões. Se a pessoa agressiva não tem sugestões construtivas e insiste no ataque, o/a seu/sua interlocutor/a poderá sugerir algo para melhorar a situação. Pedir desculpas e sugerir algo é uma boa solução.

Alimentação para a Terceira Idade

Existe realmente uma alimentação mais adequada para a terceira idade?
Esta é uma questão que mais cedo ou mais tarde todos vamos nos deparar, ou por estarmos vivendo esta fase, ou mesmo cuidando de um ente querido, que já chegou por lá!
E a resposta é sim, mesmo que esta pessoa esteja com a saúde geral boa, podemos atentar para alguns detalhes, comuns à maioria dos idosos que muitas vezes passam sem que os percebamos e influenciam directa e indirectamente a boa nutrição da pessoa em questão. Vejamos:
- A grande maioria de nossos idosos não têm dentes e apenas 75% destes utiliza prótese dentária satisfatória e isto geralmente, dificulta a mastigação, nesse caso os alimentos devem ser na sua maioria cozidos ou preparados de modo que a mastigação seja facilitada. Mas não esqueça de variar pois estes tipos de alimentos contêm menos vitaminas, sais minerais e fibras;
- A visão geralmente debilitada dificulta a escolha dos alimentos, no caso de idosos que fazem as suas próprias compras, então sempre que possível acompanhe-os, mas permita que ele se sinta livre e útil. Na escolha do cardápio opte por preparações mais coloridas que possibilitem um melhor estímulo visual, que sabemos é muito importante;
- Se existe alguma dificuldade no movimento das mãos, utilize alimentos mais macios, fáceis de serem cortados;
- Não force o idoso a comer, lembre-se que na maior parte dos casos ele continua com capacidade de decidir se tem apetite ou não, apenas se essa inapetência persistir, observe se não é algum tipo de depressão. É comum perdermos o apetite quando temos problemas e estamos tristes;
- Procure dar atribuições e envolver tanto quanto possível o idoso nas tarefas diárias da casa, principalmente no caso das mulheres, permita que elas coloquem a mesa, ou mesmo preparem alguns pratos;
As regras gerais de uma dieta saudável, servem para todas as idades. A variedade é a principal delas, quando temos uma alimentação monótona, possivelmente apresentaremos carências de nutrientes. Para o idoso essa possibilidade fica aumentada, já que suas condições de absorção e metalização de nutrientes estão debilitadas.
Nunca esqueça, que o idoso é uma pessoa com uma carga de vida muitas vezes maior que a sua, tente entender a vida que ele levou, o contexto em viveu, e respeitar essa fase tão difícil.

Uma boa nutrição também requer alegria, carinho e muita paciência para nós e nossos familiares. 

Sedentarismo/desporto

Sedentarismo significa um factor de risco primário, em cada cinco portugueses apenas um possui um estilo não – sedentário, ou seja, o indivíduo com o avanço da idade acomoda-se, deixa de exercer actividade física, o que leva a que haja tendência a doenças cardíacas, e outras cónicas não transmissíveis (hipertensão arterial, tabagismo e hipercolesterolemia).

Benefícios da Prática de Actividades Físicas nas Pessoas Idosas:
1.       Bem-estar físico e mental e melhor qualidade de vida:
Todos sabemos que os benefícios ou vantagens da prática da actividade física pelos idosos são inúmeros. E não se restringem ao âmbito físico e orgânico, mas reflectem também no bem-estar mental e emocional, proporcionando uma melhor qualidade de vida. O famoso Cooper (1982), há mais de duas décadas, já afirmava “exercício aeróbio: a chave para conseguir equilíbrio físico e mental”
Segundo o autor Póvoa (2001), as doenças neurodegenerativas também podem muitas vezes ser evitadas graças aos exercícios físico, uma vez que, beneficiando o corpo com exercícios, estamos beneficiando também o cérebro, melhorando a sua oxigenação e prevenindo as doenças neurodegenerativas.
2.         Benefícios ao sistema cardiorespiratório
Os chamados exercícios aeróbios (caminhar, correr, nadar e pedalar) produzem os seguintes efeitos:
 Reduz-se o risco de crises de taquicardia ou arritmia, pelo consequente aumento do volume de sangue bombeado pelo coração.
Graças ao aumento do tónus muscular, há um fortalecimento dos vasos sanguíneos, evitando ou reduzindo o surgimento de complicações vasculares, tais como tromboses, varizes, flebites, etc.
3.         Benefícios ao Sistema Imunitário e Prevenção de Cancro:
Os benefícios das actividades físicas em relação às defesas do organismo e a incidência do cancro, apontam que ser fisicamente activo ajuda a evitar tumores no cólon, nas mamas e na próstata.
A explicação, segundo pesquisadores, é que quando o corpo está em movimento as funções do organismo são mais agilizadas e a nossa "máquina" trabalha com mais força e rapidez. Isso faz com que sobre pouco espaço e tempo para que as substâncias que favorecem o câncer entrem nas células e se multipliquem. Um estudo, por exemplo, mostrou que homens praticando exercícios vigorosos diariamente apresentaram uma redução de 50% no risco de câncer de intestino. A causa provável para isso é que o exercício físico estimula a função intestinal, fazendo com que haja eliminação de toxinas cancerígenas, impedindo com isso que entrem em contacto com a parede intestinal.

Aspectos
Sistemas
Benefícios e/ou Vantagens Decorrentes
Da Prática da Actividade Física Regular
Aspectos Mentais,
Psicossociais e na
Qualidade de Vida
Melhoria do humor e sensação de bem-estar.
Oxigenação cerebral e melhoria das capacidades cognitivas.
Menor possibilidade de depressão.
Optimização da qualidade de vida.
Aumento da auto-estima e autoconfiança.
Promoção da socialização.
Alívio do stress.
Retardo do envelhecimento, favorecendo a autonomia e independência.
Favorecimento do sono.
Sistema
Imunitário
Melhoria da capacidade imunitária.
Diminuição da incidência de cancro (mama, cólon etc).
Aspectos  do
Metabolismo
Diminuição do risco de doenças metabólicas.
Auxílio no controlo do peso.
Prevenção da diabetes do tipo Mellitus.
Sistema
Locomotor
Prevenção e/ou alívio de dores nas costas.
Prevenção da osteoporose.
Correcção postural.
Fortalecimento muscular e ósseo.
Melhoria da coordenação motora e equilíbrio.
Sistema
Cardiovascular
Melhoria do desempenho cardiovascular.
Aumento da oxigenação dos tecidos.
Auxílio do controlo da tensão arterial.
Prevenção de doenças corcovarias.


Modalidades de Actividades Físicas Mais Recomendadas aos Idosos
As mais indicadas aos idosos são: a marcha, a natação, a ginástica, o golfe e a dança. A seguir, tentaremos abordar cada uma delas:
*       Marcha (andar, caminhar, com calçados e roupas confortáveis, bem protegidos da exposição solar excessiva).
*       Natação ou Hidroginástica (de acordo com as possibilidades, aptidões e interesses do idoso. Lembrando que muitas vezes o cloro das piscinas podem não fazer bem aos idosos).
*       Ginástica (uma excelente sugestão trata-se do alongamento, pois ajuda a desenvolver ou manter a flexibilidade, além de relaxar. De preferência, deverá ser realizado na parte da manhã, para despertar o idoso para as demais actividades do dia. Há inúmeros tipos de ginásticas úteis ao bem-estar físico e mental dos idosos).
*       Golfe (a prática deste desporto escocês pode favorecer os movimentos de pernas e mais ainda dos braços dos idosos, além de favorecer o contacto com a natureza e o caminhar por áreas verdes).
*       Dança (uma óptima actividade física e terapêutica para os idosos que se sentem solitários, e não só, pois alia o movimento à música. Explora a expressão corporal e a coordenação motora).
* Antes de iniciar qualquer tipo de actividade física o idoso deve passar por uma consulta médica prévia;

*Ter sempre em conta a duração do tempo da actividade física, deve durar de 30 a 60 minutos tendo em conta o tempo de aquecimento/preparo;



* A alimentação e o exercício físico são considerados os factores mais importantes para uma vida salutar do idoso. Quando se pratica uma actividade física, é fundamental que haja um grande cuidado com a nutrição equilibrada, balanceada e adequada, assim como com a hidratação do idoso. Recomenda-se a ingestão de água antes e depois da prática da actividade física. Na alimentação, além das necessidades nutricionais diárias, é necessário um acréscimo proteico e mineral, em função da actividade física realizada.

Aspectos biopsicológicos da velhice


Crescer, adquirir experiências, conquistar pessoas e coisas e tantas outras aquisições no decorrer da vida é, em geral, sem sombra de dúvida, desejado por todos.
Envelhecer, entretanto, para muitos, não o é. Mesmo assim, todos sabem que, independentemente da vontade de cada um, chegarão ao envelhecimento (excepção feita aos casos fortuitos).
   Envelhecer representa ameaçadoramente para o indivíduo um desgaste das suas capacidades fisiológicas globais, seja de um modo progressivo, discreto ou grave.
Essa ameaça implica não somente modificações somáticas, como também mudanças psicossociais, incluindo aqui aquelas no nível da memória, do intelecto, do comportamento, da personalidade, das relações sociofamiliares, das finanças, entre outros, que podem desembocar na velhice patológica, interceptando a caminhada saudável da sua existência.
Sabe-se que a velhice patológica não representa regra única para todos, o medo e o preconceito existem, e isso dificulta a aceitação do envelhecimento como processo natural da vida.

Aspectos biológicos
   Um indivíduo não envelhece biologicamente igual a outro, pois uma série de particularidades diferenciam o envelhecimento neste ou naquele aspecto.
Alguns, por exemplo, podem ter o embranquecimento dos cabelos até antes da terceira idade, enquanto outros, mais raramente, só irão começar a tê-lo dos 50/55 anos.
Em alguns casos a pessoa terá força muscular e rapidez de movimentos até aos 70/80 anos, enquanto outros, em maior número, cedo sentirão o cansaço, a fadiga, a diminuição da força muscular.

 
 Os factores que provocam tais diferenças estão condicionados particularmente a dois grupos:
-          genéticos
adquiridos

Factores genéticos
- Compleição física
-          Temperamento
-          Carácter

Factores adquiridos
-          Stress
-          Nicotina
-          Álcool
-          Café e chás com cafeína
-          Actividade sexual
-          Nutrição excessiva ou insuficiente
-          Vida intelectual, criativa ou artística
-          Influência etnológica (o negro vive menos que o branco)
-          Influência climática (as regiões mais frias produzem aumento da longevidade)
-          Condições socioculturais e económicas (padrões de moradia, índices de poluição e insalubridade, géneros de ocupação, riscos e métodos de trabalho das comunidades, aspectos urbanos e rurais).

Aspectos gerais
-          Tendência à obesidade
-          Perda da elasticidade e hidratação da pele
-          Embranquecimento, queda ou adelgaçamento dos cabelos
-          Apagamento do brilho dos olhos
-          Surgimento de bolsas sobre os olhos e espessamento das pálpebras superiores
-          Alongamento do nariz e dos lóbulos das orelhas
-          Adelgaçamento do lábio superior
-          Desgaste ou perda dos dentes
-          Diminuição ou apagamento da força tónica e da sonoridade da voz
-          Diminuição ou perda da audição e da acuidade visual
-          Diminuição do paladar, do olfacto e do tacto
-          Diminuição do crescimento das unhas
-          Diminuição da força e do tonús muscular, possibilitando um maior número de quedas
-          Maior dificuldade nas cicatrizações das feridas
-          Aparecimento de varizes
-          Redução do busto
-          Perturbações do sono
-          Maior propensão ás doenças orgânicas crónicas, por exemplo: infecções
-          Redução da largura dos ombros e aumento na da bacia
-          Perda de peso de quase todos os órgãos internos
-          Interrupção na mulher da função reprodutora

Alterações Patológicas

-          Surgimento de cataratas
-          Diminuição nas sensibilidades visuais, auditivas, térmicas e dolorosas
-          Diminuição na intensidade do reflexo
-          Modificações do apetite sexual
-          Diabetes
-          Hipertensão arterial
-          Artereosclerose
-          Bronquite
-          Insuficiência renal aguda
-          Deformações toráxicas
-          Reumatismo
-          Aparecimento de cancro nos mais variados órgãos

Aspectos Psicológicos

O idoso não comprometido psicologicamente é aquele que ainda “vive” e quer continuar a viver a vida na sua plenitude, usufruindo daquilo que ela ainda lhe pode oferecer e para a qual ele pode responder.


O idoso que não vive à sombra das perdas ou à sombra do que não pode atingir, em razão da sua idade, ainda tem, mesmo com medo, desejos de realização pessoal.
A história está repleta de casos de homens e mulheres que “não envelheceram psicologicamente”, conservando quase ou todas as suas características psicológicas de forma viva e brilhante.

            “Muitos problemas psicológicos dos anciãos… provêm de conflitos afectivos e frustrações correspondentes a épocas da sua vida. As dificuldades psicológicas que se acumulam na velhice das pessoas não satisfeitas e inadaptadas.
              Uma vida adequadamente vivida constitui, pelo contrário, um magnífico escudo contra os riscos psicológicos que a velhice comporta.”
   Alonzo-Fernandes

Gaiarsa defende a ideia de que a manutenção da jovialidade na velhice depende basicamente da rigidez de carácter.

   “As pessoas muito contidas e controladas são velhas desde o começo.”

A institucionalização de idosos, as suas causas e os seus efeitos

  Considera-se haver institucionalização do idoso quando este está durante todo o dia ou parte dele entregue aos cuidados de uma instituição que não a sua família, sendo os idosos residentes os que vivem vinte e quatro horas por dia numa instituição, Lar ou Residência.
(Jacob, 2007)
São variadas as causas que levam os idosos a serem institucionalizados.
Alguns estudos mostram que a decisão de institucionalização é causada pela inter-relação de três variáveis:
a) A crescente deterioração física;
b) A incapacidade ou falta de vontade dos cuidadores informais para prestar os cuidados que o idoso necessita e,
c) A falta de serviços comunitários que ajudem a manter uma vida independente.
(Tobin & Lieberman, 1976).
A institucionalização ocorre geralmente na sequência da incapacidade funcional, combinada com a ausência ou insuficiência de apoios sociais (Paúl, 1997).


A institucionalização dos idosos acarreta uma série de consequências.

  A imagem interiorizada dos asilos aparece associada à pobreza, ao abandono familiar e à marginalização social (Bazo, 1991).
  O que muitas vezes, é sinónimo de angústia nos idosos que ingressam nas instituições. Podendo com isto, segundo Paúl (1997), estar em risco de dependência, perda de controlo e desânimo.
  A institucionalização dos idosos implica quase sempre o abandono dos papéis familiares, nomeadamente os papéis de pais e de avós, originando sempre rupturas afectivas e a construção de novos afectos.

  Desta forma, para que a institucionalização seja o mais bem sucedida possível, é importante que os idosos não sintam que foram abandonados e que foram ali colocados para esperar a morte. Os idosos têm de sentir que, embora estejam a viver noutro local, a família continua a ter um papel fundamental na sua vida.

Processos do envelhecimento

 É constituído por, pelo menos, três processos distintos: envelhecimento primário, secundário e terciário
(Birren & Cunningham, 1985)


  O envelhecimento primário diz respeito ao envelhecimento normal, desenvolvimento livre de doenças durante a idade adulta.
  O envelhecimento secundário refere-se às mudanças no desenvolvimento que estão relacionadas com doenças, estilos de vida e outras mudanças induzidas pelo ambiente circundante e que não são inevitáveis (por exemplo a poluição).
  O envelhecimento terciário refere-se às rápidas perdas que ocorrem repentinamente antes de morrer.
  Todos nós envelhecemos, mas nenhum de nós envelhece exactamente da mesma maneira.
Simões (2006)
  O mesmo acontecimento através da combinação da componente biológica, psicológica e sociocultural afecta os sujeitos a diferentes níveis da sua vida, sendo que cada um de nós é produto de uma combinação única destas três forças.
(Cavanaugh, 1997)
  Desta forma, o processo de envelhecimento terá de ser analisado numa perspectiva bio-psicossocial:
(Fonseca, 2005)
  No que diz respeito ao domínio biológico, muitos aspectos do funcionamento alteram-se à medida que se envelhece, estas mudanças influenciam o padrão global de saúde, a mobilidade física, o funcionamento cognitivo, etc.
  Quanto ao domínio psicológico, existe um vasto conjunto de fenómenos que influenciam o processo de envelhecimento, nomeadamente as reacções emocionais, personalidade, mecanismos perceptivos, aprendizagem, memória e cognição, estilos de relação interpessoal, controlo, etc.
  No domínio social e cultural, consideram-se quatro estruturas sociais determinantes: a família, o trabalho, o estado e a religião.

O processo de envelhecimento é complexo e implica o envelhecimento biológico e social, a que cada indivíduo se ajusta do ponto de vista psicológico.

Paúl (2005)